Quando escolhemos caminhos diferentes daquele que sabemos ser o certo, conforme nos foi ensinado por nossos pais e líderes e confirmado em nosso coração pelo Espírito Santo, (…) Tentamos, então, justificar nosso comportamento preguiçoso ou rebelde. Dizemos a nós mesmos que não estamos fazendo nada de errado, que aquilo não importa realmente, e que nada de mal vai acontecer por largarmos só um pouquinho a barra de ferro. Talvez nos consolemos com o pensamento de que todos os outros estão fazendo isso — ou pior — e que não seremos afetados negativamente no final. De alguma forma, convencemo-nos de que somos uma exceção à regra e, portanto, somos imunes às consequências da violação. Recusamo-nos, às vezes deliberadamente, a ser “totalmente [obedientes]” — como diz o manual Pregar Meu Evangelho — e retemos parte do nosso coração [em vez de dedicá-lo] ao Senhor. Então, somos picados.
As escrituras ensinam que “o Senhor requer o coração”, e recebemos o mandamento de amar e servir ao Senhor “de todo o [nosso] coração”. A promessa é que poderemos “[nos apresentar] sem culpa perante Deus no último dia” e retornar a Sua presença. (…)
Irmãos, só encontramos cura e alívio quando nos colocamos aos pés do Grande Médico, nosso Salvador, Jesus Cristo. Precisamos depor nossas armas de rebelião (e cada um sabe quais são). Precisamos abandonar nosso pecado, nossa vaidade e nosso orgulho. Precisamos despojar-nos do desejo de seguir o mundo e de ser lisonjeados e louvados pelo mundo. Temos de parar de lutar contra Deus e, em vez disso, entregar todo nosso coração a Ele, sem reter nada. Só então, Ele poderá curar-nos; Ele poderá purificar-nos da picada venenosa do pecado. (…)
O Presidente James E. Faust ensinou:
“Quando fazemos da obediência a nossa meta, ela deixa de ser algo exasperante. Em vez de ser uma pedra de tropeço, ela se torna um tijolo de nosso edifício. (…)
A obediência conduz-nos à verdadeira liberdade. Quanto mais obedecemos à verdade revelada, mais livres seremos”.
Conheci recentemente um homem de 92 anos de idade que participou de várias campanhas militares importantes na Segunda Guerra Mundial. Ele sobreviveu a três ferimentos, um dos quais foi causado pela explosão de uma mina que destruiu o jipe em que ele estava e matou o motorista. Ele descobriu que, para sobreviver em um campo minado, é preciso seguir exatamente a trilha deixada pelo veículo à frente. Qualquer desvio para a direita ou para a esquerda pode ser fatal — como realmente foi.
Nossos profetas e apóstolos, líderes e pais, apontam continuamente a trilha que precisamos seguir, se quisermos evitar um golpe destrutivo para nossa alma. Eles conhecem o caminho livre de minas (ou de escorpiões), e nos convidam incansavelmente a segui-los. Há muitas armadilhas devastadoras a nos tentar ao longo do caminho. Se nos desviarmos para as drogas, para as bebidas alcoólicas, para a pornografia ou o comportamento imoral, na Internet ou em um videogame, isso vai levar-nos diretamente para a explosão. Um desvio para a direita ou para a esquerda da trilha segura, seja por preguiça ou por rebeldia, pode ser fatal para nossa vida espiritual. Não há exceções para essa regra.
Conf de Out 2010, Vinde a Mim Com Toda a Sinceridade de Coração e Eu Irei Curá-los, fonte: www.lds.org.br